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  • Bruno Cavalcante

57.(CESGRANRIO – PETROBRAS– ADMINISTRADOR/2012)

Empresas fabricantes de graxa advertem aos seus clientes que este é um material que, em contato com partículas sólidas, como areia e poeiras, pode perder parte de suas características físicas e químicas. Do ponto de vista da administração de materiais, esse produto é classificado como material

(A) perecível por contaminação (B) crítico para as empresas (C) sujeito ao controle por obsolescência (D) de reposição de alto custo (E) de alta periculosidade no transporte COMENTÁRIO

Materiais podem ser classificados de acordo com diversos critérios, isso dependerá do que é mais viável e mais adequado a cada empresa. Existem os mais usados por empresas, mas algumas criam suas próprias, para melhor adequação à sua realidade. As classificações principais e mais estudadas, são de acordo os seguintes critérios:

– POR TIPO DE DEMANDA:

Toda empresa tem seus materiais de demanda regular e aqueles que só necessitam por um certo período de tempo. A classificação por demanda leva em consideração isso. Existem os materiais de estoque, que são os materiais que devem ser mantidos para o funcionamento normal da empresa, que são utilizados cotidianamente. E existem os materiais de não estoque, materiais que tem demanda imprevisível, para os quais não são definidos parâmetros para ressuprimento, são utilizados imediatamente. É bom fazer um lembrete, materiais de demanda sazonal são materiais de demanda previsível, que em uma época do ano tem uma demanda maior e outras menor ou zero. Isso não quer dizer que eles sejam não estoque, pois os itens de não estoque são completamente imprevisíveis.

– MATERIAIS CRÍTICOS:

Como o nome já diz, tem algo crítico, algo muito importante nesse material. Essa definição é muito utilizada por indústrias em geral e a falta desse material causa grande risco a empresa. Utilizados para materiais de reposição específica de um equipamento ou um grupos de equipamentos iguais, cuja a demanda não é previsível. A decisão de estocar ou não tem como base o risco da empresa em parar sua produção e o tempo de reposição dessa peça.

– PERECIBILIDADE:

Normalmente ligamos perecibilidade somente à data, ou seja, se estragam com o tempo ou não e em quanto tempo estragam. A própria para “perecível” no dicionário não nos remete a tempo, nos diz apenas que é algo suscetível a perecer, a estragar, a morrer. Ou seja, qualquer forma que tenha do produto perder suas propriedades físico-químicas é algo que pode perecer o produto. E não só o tempo, pode ser por contaminação por poeira (como a graxa) ou outro tipos de contaminação (como a água), pela volatilidade (álcool), pela ação de animais (madeira), quebra (vidro), mudança de temperatura (borrachas) e vários outros tipos de ações da natureza que possam tirar as propriedades desse produto.

– CLASSIFICAÇÃO ABC E XYZ

As classificações mais vistas e estudadas da Administração da Produção. Já comentei uma vez no blog: “Classificação ABC é por ordem financeira, sendo A os itens mais importantes financeiramente, B os intermediários e C os menos valiosos. Ainda nesse sistema, temos a relação 80/20, ou seja, 80% do valor do estoque está no A e corresponde a apenas 20% dos itens totais do estoque. O B fica com 15% financeiramente e o C com os outros 5%. Classificação XYZ tem como base criticidade de cada item. Mas no caso, o Z é o mais crítico, ou seja, o que a falta dele será crítica por não poder ser substituído, por não ter similar. O X seriam os mais substituíveis, os que tem similar. O Y até tem similar, mas a troca pode acarretar em mudança da qualidade do serviço ou produto.

Tendo essas como principais classificações, a questão fica fácil. Na verdade, pela questão em si já não era tão difícil.

Ela fala em perda das propriedades físicas e químicas caso misture com alguma partícula sólida, mais ou menos como se fosse uma graxa. Então ela seria contaminada por algo sólido e perderia suas propriedades, ou seja, pereceria. É um produto perecível por contaminação.

RESPOSTA LETRA A

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