Questões de Concurso

Com a mudança de foco do site, foi alterador o serviço de hospedagem. Na migração dos posts de questão, pode ter acontecido algum problema, o principal que identifiquei foi a ordem das questões, que não estão mais seguindo a ordem das provas.

Tentarei aos poucos ir ajeitando isso. Mas todas as questões estão disponíveis, nenhuma foi deletada.

44.(CESGRANRIO – TRANSPETRO – ADMINISTRADOR/2012)

Uma indústria adota nas suas decisões gerenciais o custeio direto. Na análise gerencial da margem de contribuição de um de seus produtos, essa indústria apresentou as seguintes anotações referentes unicamente ao produto em análise:

Quantidade produzida e vendida 40.000 unidades Preço de venda unitário R$ 50,00 Margem de contribuição unitária R$ 30,00 Ponto de equilíbrio comercial ou operacional 20.000 unidades

Considerando-se exclusivamente as informações recebidas e que a indústria estima para o próximo período produtivo produzir 50.000 e vender 45.000 unidades desse produto, bem como adotar o critério do custeio por absorção, o valor do estoque desse produto, em reais, é

(A) 90.000,00 (B) 100.000,00 (C) 150.000,00 (D) 160.000,00 (E) 175.000,00

COMENTÁRIO

Primeiro duas questões passadas para te ajudar a entender bem direitinhos os tipos de custeios:

[learn_more caption=”67. (CESGRANRIO – PETROBRAS – ADMINISTRADOR/2011)”]Em um sistema de custeio por absorção, o custo que permanece constante para cada unidade produzida e que é alocado ao objeto de custo por rateio, é denominado

(A) fixo e direto. (B) fixo e indireto. (C) direto e variável. (D) variável e indireto. (E) indireto e fixo.

COMENTÁRIO

Vamos lá, falar de todos esses tipos de custo para você nunca mais se confundir.

A classificação dos custos depende um pouco do critério que você quer usar, usando o critério de aplicabiliade dos custos, temos:

– Diretos ou primários: São aqueles diretamente incluídos no cálculo dos produtos. São materiais e mão-de-obra aplicadao diretamente ao produto. Exemplo: O couro para um sapato, o salário do operário etc. – Indiretos: Precisam de algum critério de rateio para serem atribuídos ao produto. Estão ligados à produção, mas indiretamente. Exemplo: Seguro da fábrica, supervisor de diversas linhas de produção etc. – De transformação: Também chamados de custos de conversão ou custo de agregação. É o esforço agregado pela empresa na obtençao do produto. Exemplo: Mão-de-obra direta e custos indiretos de fabricação.

Os custos também podem ser classificados de acordo com a sua variabilidade, assim temos:

– Fixos: Não variam de acordo com a produção. Tanto faz a empresa produzir 1, 100 ou 1.000 esse custo será o mesmo. – Variáveis: Variam de acordo com a produção. Quanto maior a produção, maior o custo variável total. – Semifixos: Correspondem a custos que são fixos até determinado patamar de produção, depois passam a ser variáveis. – Semivariáveis: Não acompanham linearmente a variação da produção, mas sim aos saltos, mantendo-se fixos dentro de certo limite. Esse gráfico ajuda um pouco:


É importante ressaltar, principalmente para essa questão, que custos fixos totais são fixos. Porém quando falamos de custo fixos unitários eles são variáveis, pois quanto maior a produção, maior a base de rateio para produção, diminuindo o custo fixo em cima de cada unidade de produção. Já quando vamos aos custos variáveis, essa função se inverte. Os custos variáveis aumentam em função da produção por serem matéria prima produzida e afins, o consumo aumenta na produção. Porém, por produto, esse custo variável não muda, ele é sempre o mesmo para cada unidade. Daí a conclusão: “Os custos fixos UNITÁRIOS são variáveis e os custo variáveis UNITÁRIOS são fixos.”

Passando para a questão:

Ela pede de nós dois custos: O custo que permanece constante para cada unidade produzida. Como dito acima, esse é o custo variável, pois por unidade, o custo fixo varia e o variável mantêm-se fixo

que é alocado ao objeto de custo por rateio. Os custos alocados por rateio podem ser os fixos e os indiretos, olhando para as opções, só nos dá, em combinação com variável, os indiretos.

Sei que a questão ficou meio dúbia, mas eu interpretei assim, que eram dois custos separados.

RESPOSTA LETRA D

*Figura retirada do livro Gestão de Custos e Formação de Preço dos autores Adriano Leal Bruni e Rubens Famá. Da série finanças na prática da editora atlas. Antes que perguntem, não indico para estudo para concursos. Tenho ele por já ter trabalhado no setor de custos, ele é muito específico e bastante prático. Enfim, melhor para concurso é um de contabilidade mais geral.[/learn_more]

[learn_more caption=”61.(CESGRANRIO – PETROBRAS– ADMINISTRADOR/2012)”] Uma companhia industrial, que adota o custeio variável nas suas decisões gerenciais, está estudando o lançamento de um novo produto no mercado. Para complementar o estudo, foi realizada uma pesquisa mercadológica que indicou as seguintes alternativas para a aceitação desse produto no mercado consumidor:


Considerando exclusivamente as informações recebidas, a maximização do resultado com a comercialização desse produto é obtida pela alternativa

(A) DM1 (B) DM2 (C) DM3 (D) DM4 (E) DM5


COMENTÁRIO

Com “maximização do resultado” ele quer dizer quem tem o maior lucro. Simplesmente isso!

Ele fala que a empresa adota o custeio variável, ou seja, os custos fixos vão por completo para a DRE, independente da produção. Vamos esclarecer melhor isso:

Nós temos dois tipos de custos quando falamos do critério “grau de absorção”. Podemos ter o custo por absorção ou o custo direto (variável).

– No custo por absorção todos os custos são transferidos aos produtos ou serviços. Ou seja, se faz uma “sopa” de todos os custos e divide entre os produtos que passaram na linha de produção. O produto já sai da linha com os custos diretos e indiretos associados a ele. Vamos fazer um exemplo para assimilar melhor, utilizarei o mesmo no custo por absorção e no variável:

[box type=”bio”] EMPRESA A produziu 200 unidades de seu produto. Teve como custos totais: – Matéria-prima: 120,00 – Mão de obra: 180,00 – Custos Indiretos de Fabricação: 200,00 No custo por absorção, todos esses custos entrarão no custo do produto, então eu divido o total dos custos pela produção. Total dos custos: 120 + 180 + 200 = 500 Custo por unidade: 500/200 = 2,50 O custo por unidade no custo por absorção será de R$ 2,50.[/box]

Nessa modalidade, quando se fecha a DRE, onde entrará apenas os custos dos produtos vendidos, apenas irá para o resultado os custos indiretos dos produtos que foram vendidos. Isso acaba por acarretar um “erro”, pois, supondo que a empresa venda apenas uma mercadoria, todo o custo indireto ocorreu, porém não foi para a DRE nesse exercício. Fico dentro do estoque junto com a mercadoria. Mas lembro que esse é o método que a legislação brasileira exige que as empresas apurem seus custos para fins de tributação.

– No custeio direto ou variável, os custos que vão para o produto são somente os diretos, como o nome já diz. Os custos indiretos ou fixos irão diretamente para a DRE integralmente. Voltemos ao exemplo:

[box type=”bio”] EMPRESA A produziu 200 unidades de seu produto. Teve como custos totais: – Matéria-prima: 120,00 – Mão de obra: 180,00 – Custos Indiretos de Fabricação: 200,00 No custeio direto apenas os custos variáveis vão para o produto Total dos custos: 120 + 180 = 300 Custo por unidade: 300/200 = 1,50 O custo por unidade no custo por absorção será de R$ 1,50.[/box]

Nessa modalidade, os custos indiretos (R$ 200,00) irão diretamente para a DRE. Como eles aconteceram integralmente, independente da produção, acaba que esse é um custo mais “correto”. Muito mais utilizado gerencialmente pelas empresas. No custeio variável também surge a figura da “Margem de Contribuição”, que é uma medida de quanto o produto contribui para o pagamento das despesas fixas. Ou seja, quanto sobra, depois que se tira os custos e as despesas variáveis, para o pagamento dos custos e despesas fixas.

Para essa questão faremos a margem de contribuição de cada produto. Para acharmos fazemos:

MC = PreçodeVenda – (CustosVariáveis + DespesasVariáveis)

Na questão, ele omitiu os custos variáveis e na tabela colocou os custos unitários fixos. Então vamos fazer a questão na própria tabela e em 4 passos:

1 – Somar os custos e despesas variáveis e colocar em uma coluna após (CUIDADO PARA NÃO SOMAR OS CUSTOS FIXOS). Ficará assim:


2 – Achar a margem de contribuição:


3 – Achar o total da margem de contribuição e dos custos fixos:


4 – Diminuir a margem de contribuição total do custo fixo total e achar o resultado:


O que nos dá o maior resultado é a resposta correta.

RESPOSTA LETRA C

PS: Algumas pessoas podem pensar “Mas se para fazer a Margem de Contribuição eu tirasse o custo fixo por unidade daria a mesma coisa.” Sim, daria… mas somente porque a produção é igual a venda. Caso esses números fossem diferentes você teria que fazer a Margem de Contribuição pela quantidade vendida e tiraria o custo fixo inteiro. Por isso é bom sempre fazer esse passo a passo!

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Vista a teoria dessas duas questões, vamos à nossa:

Primeiramente, olhando o Preço de Venda e a Margem de Contribuição, podemos achar os custos e despesas variáveis unitárias. Vou usar apenas custo variável para faciliar a explicação e o entendimento, mas tenham em mente que a margem de contribuição também leva em consideração as despesas variáveis. MC = PV – CV 30 = 50 – CV Custos variáveis unitários = 20.

Com 20.000 unidades vendidas é o ponto de equilíbrio operacional, ou seja, onde a receita total é igual ao custo total. A empresa não tem lucro nem prejuízo operacional.

Com 20.000 unidades RT = CT. Pelo preço de venda de R$ 50,00, se vendermos 20.000 unidades teremos uma receita total de R$ 1.000.000. Esse será também o meu custo TOTAL. O custo total é composto de Custo Fixo + Custo Variável. Já sabemos que o custo variável unitário é 20, então para 20.000 teremos 400.000 de custo variável.

CT = CV + CF 1.000.000 = 400.000 + CF CF = 600.000

Agora temos todos os elementos que precisamos para fazer o custeio por absorção.

A produção será de 50.000, então teremos:

CF = 600.000 CV = 20 x 50.000 = 1.000.000 (como dividiremos novamente pela quantidade você já pode usar o 20 unitário e somar com o custo fixo unitário, para saber quanto ficará no estoque, mas farei um passo a passo maior para quem não gosta tanto de contabilidade não se enrolar.) CT = 1.600.000

No custo por absorção, a produção absorve, ou seja, recebe todos os custos que foram gerados no período. Como temos 1.600.000 de custo, isso tudo será apropriado pela produção. Cada produto custará:

CustoUnitário = 1.600.000 / 50.000 = 32,00

Ficaram 5.000 produtos no estoque: 32,00 x 5.000 = 160.000

RESPOSTA LETRA D

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