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  • Bruno Cavalcante

33. (CESGRANRIO – PETROBRAS – ADMINISTRADOR/2011)

A adoção de uma estratégia de diversificação no nível corporativo envolve a decisão de quantos e quais negócios a empresa virá a desenvolver, sugerindo a mudança de uma estrutura funcional para uma estrutura multidivisional.

PORQUE

O aumento da diversificação dos negócios no nível corporativo gera problemas de processamento de informação, coordenação e controle com os quais a estrutura funcional tem grandes dificuldades de lidar.

A esse respeito, conclui-se que

(A) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda justifica a primeira. (B) as duas afirmações são verdadeiras, e a segunda não justifica a primeira. (C) a primeira afirmação é verdadeira, e a segunda é falsa. (D) a primeira afirmação é falsa, e a segunda é verdadeira. (E) as duas afirmações são falsas.


COMENTÁRIO

Esse tipo de questão é bastante complicada (na minha opinião), pois além de analisar as duas afirmativas, o candidato ainda tem que relacionar se a segunda explica ou não a primeira. Fato que na hora do nervosismo pode confundir bastante.

Vamos à nossa teoria:

No livro economia da estratégia, Besanko, Dranove e Shanleu dizem que a estrutura multidivisional compreende um conjunto de divisões autônomas coordenadas por um escritório central, o qual tem a assistência de um apoio corporativo que fornece informações sobre o ambiente interno e externo. A estrutura multidivisional organiza-se por linhas de produto, unidades de negócios relacionados, geografia ou tipo de cliente. Trocando em miúdos, com exceção da funcional, os outros de departamentalização que falamos na questão 30 são estruturas multidivisonais.

Chiavenato nos diz as desvantagens da estrutura funcional e, assim, encontramos base para as duas afirmações da nossa questão, senão vejamos:

“A departamentalização funcional apresenta algumas desvantagens:

a. Reduz a cooperação interdepartamental, pois exige forte concentração intradepartamental e cria barreiras entre os departamentos devido à ênfase nas especialidades.

b. É inadequada quando a tecnologia e as circunstâncias externas são mutáveis ou imprevisíveis.

c. Dificulta a adaptação e a flexibilidade a mudanças externas, pois a sua abordagem introvertida não percebe e nem visualiza o que acontece fora da organização ou de cada departamento.

d. Faz com que as pessoas focalizem seus esforços sobre suas próprias especialidades em detrimento do objetivo global da empresa.”

Pois bem, vamos às afirmações:

I – A adoção de uma estratégia de diversificação no nível corporativo envolve a decisão de quantos e quais negócios a empresa virá a desenvolver, sugerindo a mudança de uma estrutura funcional para uma estrutura multidivisional. – Sim, quanto mais diversificação de negócio, mais difícil fica da empresa se adaptar à estrutura funcional. Na desvantagem C diz que a estrutura funcional tem dificuldades de olhar para fora, para o embiente externo e isso é inconcebível no nível corporativo, onde são tomadas decisões globais. Portanto afirmação verdadeira, mudanças são necessárias.

II – O aumento da diversificação dos negócios no nível corporativo gera problemas de processamento de informação, coordenação e controle com os quais a estrutura funcional tem grandes dificuldades de lidar. – Exatamente. Qualquer diversificação gera problemas de processamento, quantidade de dados para serem lidos e interpretados, canais diversos, tornam a busca pela informação e seu processamento mais complicado, além da coordenação e o controle se tornarem mais necessários e difíceis, tendo que ser específico em cada unidade e não mais por função da empresa. E essa dificuldade está estampada no trecho do Chiavenato acima.

Portanto a duas alternativas verdadeiras e sim, a estrutura tem de sofrer mudanças pela dificuldade da estrutura divisional em lidar com os novos desafios e problemas que uma diversificação traz. A 2ª justifica a 1ª.

RESPOSTA LETRA A

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