Questões de Concurso

Com a mudança de foco do site, foi alterador o serviço de hospedagem. Na migração dos posts de questão, pode ter acontecido algum problema, o principal que identifiquei foi a ordem das questões, que não estão mais seguindo a ordem das provas.

Tentarei aos poucos ir ajeitando isso. Mas todas as questões estão disponíveis, nenhuma foi deletada.

22. (CESGRANRIO – PETROBRAS – ADMINISTRADOR/2011)

No contexto contemporâneo, a gestão de pessoas vem assumindo novos e diferentes papéis na construção de uma organização competitiva. Nessa perspectiva, uma atuação na reengenharia de processos e no desenvolvimento de novas soluções para reduzir custos e aumentar valor para o cliente está associada ao papel de administrar:

(A) as estratégias de RH. (B) as relações industriais. (C) as contribuições dos funcionários. (D) a infraestrutura da empresa. (E) a transformação e a mudança.


COMENTÁRIO:

Reengenharia é radical, drástica. Não se trata apenas de pintar a parede, mas sim de derrubar tudo e começar de novo. Por isso também é conhecida como “Princípio da Folha em Branco”, é algo que se começa do zero. Nada será mudado, nada será transformado na forma atual de se fazer, tudo será apagado e o processo redesenhado. O “pulo do gato” dessa questão está nesse sublinhado, mas vamos em frente um pouco mais.

Para embasar um pouco mais, vamos ao livro do Chiavenato, queridinho da banca CESGRANRIO, pelo menos nessa época.

A reengenharia de processos direciona as características organizacionais para os processos. Suas consequências para a organização são:

  1. Os departamentos tendem a desaparecer e ceder lugar a equipes orientadas para os processos e para os clientes. (…)

  2. A estrutura organizacional hierarquizada, alta e alongada passa a ser nivelada, achatada e horizontalizada. É o enxugamento (downsizing) da organização para transformá-la de centralizadora e rígida em flexível, maleável e descentralizadora.

  3. A atividade também muda: as tarefas simples, repetitivas, rotineiras, fragmentadas e especializadas, com ênfase no isolamento individual passam a basear-se em equipes com trabalhos multidimensionais e com ênfase na responsabilidade grupal, solidária e coletiva.

  4. Os papéis das pessoas deixam de ser moldados por regras e regulamentos internos para a plena autonomia, liberdade e responsabilidade.

  5.  A preparação e o desenvolvimento das pessoas deixa de ser feito por meio do treinamento específico, com ênfase na posição e no cargo ocupado, para se constituir em uma educação integral e com ênfase na formação da pessoa e nas suas habilidades pessoais.

  6. As medidas de avaliação do desempenho humano deixam de se concentrar na atividade passada e passam a avaliar os resultados alcançados, a contribuição efetiva e o valor criado à organização e ao cliente.

  7. Os valores sociais, antes protetores e visando à subordinação das pessoas às suas chefias, agora passam a ser produtivos e visando à orientação das pessoas para o cliente, seja ele interno ou externo.

  8. Os gerentes – antes controladores de resultados e distantes das operações cotidianas – tornam-se líderes e impulsionadores ficando mais próximos das operações e das pessoas.

  9. Os gerentes deixam de ser supervisores dotados de habilidades técnicas e se tornam orientadores e educadores dotados de habilidades interpessoais.

Dito tudo isso, lembram do pulo do gato que falei no início do comentário. Então, sei que é controverso e muita gente marcou a letra E, mas como eu disso, nada se muda na reengenharia. É algo mais estrutural, mais intrínseco, vai direto na estrutura dos processos. Na infraestrutura.

RESPOSTA LETRA D

(Resposta atualizada em 15/03/2016)

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